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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pronome oblíquo mal empregado


Veja esta sentença:

“Os condôminos que encontrarem-se com suas cotas condominiais em atraso, não poderão participar e votar nas assembléias.”

Temos aí dois problemas. O primeiro diz respeito à colocação do pronome oblíquo se depois do verbo. Como o verbo encontrarem está no infinitivo flexionado, o pronome se deve vir antes e não depois dele. Além disso, esse verbo é antecedido de um pronome relativo o qual também pede a colocação do pronome se em posição proclítica.

O segundo problema é a presença do acento agudo em assembleia. O Acordo Ortográfico, em vigor desde 1º de janeiro de 2009, determina que as paroxítonas com ditongos abertos ei e oi não devem mais ser acentuadas. Embora tenhamos até 31 de dezembro de 2012 para adotar as novas regras ortográficas da Língua Portuguesa, a mídia impressa já as vem adotando desde que entraram em vigor. Por isso, seria bom já nos acostumarmos a elas.

Um abraço e até a próxima.
Sandra Helena

2 comentários:

  1. Anoto um terceiro erro, salvo engano. As orações subordinadas adjetivas restritivas não são separadas por vírgula. No caso em tela, a oração "que encontrarem-se com suas cotas condominiais em atraso" não precisa ser demarcada por vírgula.
    Assim, o correto seria: "Os condôminos que se encontrarem com suas cotas condominiais em atraso não poderão participar e votar nas assembleias."
    Estou certo? E se esta oração subordinada restritiva for muito longa, é correto o uso da vírgula ao final dela? Grande abraço

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  2. Caro Jefferson,
    De fato, não se deve separar as orações subordinadas adjetivas restritivas por virgula, embora os autores antigos costumassem colocar uma virgule depois delas, quando eram muito longas. Vale ressaltar, no entanto, que, se a restritiva for muito longa, pode-se usar uma virgula depois dela, mas nunca antes. Particularmente, não coloco nenhuma.
    Abraço,
    Sandra Helena

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